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Governo propõe ações para estimular uso de tecnologias digitais na economia

Publicado: Quarta, 28 de Março de 2018, 00h00

Entretanto, País ainda peca em desigualdade digital e velocidade da internet; Programa também propõe diretrizes para estimular carreiras em TI

Seguindo a agenda de grandes órgãos internacionais, como o Fórum Econômico Mundial, o G20 (grupo das maiores economias do mundo) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Governo Federal brasileiro lançou na última semana o programa "Estratégia para a Transformação Digital (E-Digital)". A iniciativa, descrita em documento disponível online, apresenta ações para promover o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) em diversos setores econômicos. O objetivo, segundo o governo, é “aproveitar todo o potencial das tecnologias digitais" para aumentar a produtividade, os níveis de renda e emprego no País.

Estudo da consultoria Accenture, de 2016, indicava que a chamada “economia digital” representava 22,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Para o governo federal, uma estratégia digital “otimizada” poderia significar um acréscimo de 5,7% ao PIB até 2021.

Neste contexto, a proposta destaca como desafio central a alteração da lógica de atividades econômicas para uma nova visão baseada em dados e calcada em novas tecnologias.

Desigualdade digital

Um relatório sobre economia digital divulgado, em outubro do ano passado, pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) colocou o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet. Com 120 milhões de pessoas conectadas, ficamos atrás apenas dos Estados Unidos (242 milhões), Índia (333 milhões) e China (705 milhões).

No entanto, mesmo com um grande contigente de brasileiros conectados, a desigualdade no acesso à internet é ainda dada a abismos. Dados da pesquisa TIC Domicílios, do Núcleo de Informação e Comunicação do Comitê Gestor da Internet (CGI-Br), também divulgada no ano passado, apontam que o percentual de lares conectados é de 59% nos centros urbanos, contra 26% nas áreas rurais. No recorte regional, o índice é de 40% no Nordeste, contra 64% no Sudeste.

A disparidade também aparece quando observada a situação econômica. A internet está em 29% das casas com famílias com renda de até um salário mínimo, contra um índice de 97% naquelas que ganham até 10 salários mínimos. Enquanto na classe A a penetração é de 98%, nas classes D e E ela fica em 23%, apontou o estudo do CGI-Br.

Grandes lacunas digitais também na educação

No Brasil, 59% das escolas públicas da educação básica têm acesso à internet, mas apenas 19% têm velocidade que permita aos alunos acessar vídeos e jogos e 3% contam com computadores em todas as salas. Já na área de TICs, as carreiras de exatas e tecnologias ainda não dão conta de abastecer a demanda crescente do mercado.

O programa E-Digital propõe formular uma nova política que expanda o uso de TICs em sala de aula, amplie a conectividade das escolas públicas, em especial aquelas na área rural, assim como aprimorar a formação de professores, incluindo o domínio destas novas tecnologias.

Internet para Todos

Lançado neste mês, o programa Internet para Todos visa levar acesso de internet de alta velocidade a locais longe de grandes centros no Brasil.

A conexão será viabilizada pelo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégias (SGDC), em órbita desde maio do ano passado e que recebeu, desde então, R$ 3 bilhões em investimentos. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a previsão é de que os primeiros municípios beneficiados recebam a partir de maio as antenas que permitirão a conexão.

O programa tem como objetivo incluir digitalmente populações que, sejam por motivos econômicos ou de difícil acesso em seu local de residência, não conseguem contratar serviços de internet de Banda Larga.

Publicado por IDGNow

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